domingo, 19 de setembro de 2010

Fechado para balanço

Então que estou às vésperas de momentos importantes da minha vida. Nenhuma novidade até aí. Pensei que teria mais tempo para me decidir, mas meu processo de tomada de decisões nunca funcionou com o fator tempo.

E as decisões que preciso tomar me entediam profundamente. Sim, meu futuro me entedia – ou seja, eu estou me considerando entediante. Ironicamente, isto é interessante, já que eu sempre fui um assunto de que eu gosto.

Tentando recuperar ou aprender alguma coisa, dei uma olhada nos textos antigos daqui. Não sem surpresa, descobri que a esmagadora maioria deles é sobre relações com garotas. E que, destes, todos são relatos de diferentes graus de fracassos.

Escrever (e ler) sobre fracassos é sempre melhor que sobre sucessos. Eles são mais divertidos e ensinam mais. Mas quais as lições dos meus? E o que eu faço do resto da minha vida?

Preciso fazer meu dever de casa. A começar: devo procurar estas respostas?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

my baby, my darling / I’ve been taking a beating


- Lembra da Renata? Que nunca pegava carona comigo?

- Lembro. Ela preferia se arriscar a pegar gripe suína a entrar no carro com você.

- É, é, exatamente. Você continua detalhista.

- Não esqueço fatos importantes.

- Bem, ela me ligou na semana passada.

- Sério?

- Sim. O pessoal do lugar em que a gente trabalhava combinou de jantar e depois ir para um bar na sexta.

- Legal. Ela ligou para te convidar?

- Não, eu já estava sabendo, nenhum de nós trabalha mais lá. Ela ligou para pedir uma carona.

Sempre gostei da Renata. Empatia imediata – e, por alguma razão estranha, combinamos juntos. Ela é morena, com os cabelos lisos na altura dos ombros, divididos no meio, parecendo sem ter grandes vaidades. Ela também é dona de sobrancelhas fortes e um olhar enigmático, que consegue ser tão caloroso quanto arisco. Eu sou moreno de cabelo espetado e olhar sincero, tão caloroso quanto estúpido. É realmente estranho, mas combinamos. Durante o tempo em que trabalhávamos juntos, nossos colegas várias vezes tentaram insinuar alguma coisa. “Vai lá, ela é afim”. E eu trazia de volta cubos de gelo. Ela sempre foi simpática e nos tornamos amigos, porém sempre havia uma desconfiança dela comigo. A ligação dela na semana passada me confundiu.

Fomos juntos ao tal jantar, a conversa sempre boa no carro, eu tinha diversas coisas para contar de uma viagem e ela de seu trabalho novo. Chegamos ao restaurante e sentamos lado a lado na mesa. Mais boas conversas, desta vez também com todos. Após o jantar, eu estava cansado. “Ah, mas vamos para o bar, você tem que ir, você vai gostar”, ela me disse.

Sempre fui uma pessoa maleável.

“Mas, claro, eu não faço questão de ir. E o Marcos pode me dar uma carona pra casa depois, não precisa se preocupar, viu?”.

Bar cheio, todos felizes por estarem ali.

“Pô cara, por que você não tenta nada? Ela tá bonitona...”

“Bandini, sou amiga dela, vai por mim, não fica complicando não.”

E a Rê: “vem, vamos dançar!”

Fui. A cada vez que me aproximava, um passo para trás fora do ritmo, um pescoço esticado na direção contrária, desconfiança.

Decifra-me ou não te devoro.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dancing in the dark


Já havia deixado meu carro e estava levantando de pegar o cartão de estacionamento do chão, quando vi um carro se aproximar à minha frente. Escutei uma buzina quando passou por mim e o tal carro parou. Era cinza e já com vários anos, de linhas quadradas e vidros escuros. Um carro masculino.

Para meu espanto, uma das garotas mais adoráveis que conheci abaixou o vidro preto do motorista e, após um oi, me chamou até lá. Fazia meses que não a via. Já não a procurava com os olhos pelos corredores, nem com saudade pela memória. Era passado. Acima de tudo, fiquei surpreso por encontrá-la – ainda mais no estacionamento, naquele carro. Nunca freqüentamos os mesmos horários. Fui até ela e começamos a conversar, como se tudo aquilo fosse rotina. Não demorou até que dois carros parassem atrás de nós esperando a passagem ser liberada. Nos olhamos, parecia que deveríamos nos despedir – e assim, passar mais alguns meses sem nos esbarrar.

- Você quer uma carona? – ela me disse, sorrindo desbocada.

- Quero sim – e dei a volta até a porta do passageiro. Pude constatar o olhar de surpresa que recebi. Ela não teve tempo de impedir ou reagir e tentou rapidamente limpar o assento – não lembro a última vez em que vi tantos recados, bilhetes, recibos e pedaços de papel juntos. Após ela tacar tudo para o banco traseiro, pude me sentar, já ao som de buzinas dos impacientes de trás.

Foi uma viagem curta, de menos de 20 metros. Não lembro mais do que conversamos, nada profundo ou muito convidativo.

- Você dirige bem.

- Mesmo? Obrigada.

E nisto ela acelerou a ré e, felizmente, o carro foi parado bruscamente pelo cano de segurança no chão da vaga.

- Ok, nem tão bem.

Saímos do carro sem demora e fomos até a escada. Ela fez sinal para pegarmos o elevador.

- Que bobagem! Vem, vamos por aqui.

Subimos as escadas, a conversa amigável, mas com uma nuvem acima de nós. Eu sabia que era o encanto dela, mas fazia de conta que não era nada. Se eu não ligasse, talvez não sentisse. Nossas perguntas e respostas sempre parecem uma dança de compasso esquisito: um passo para frente, dois para trás, um para esquerda, um para trás, quatro para frente, dê a impressão que vá para a direita e vá para a esquerda. Não sabemos dançar juntos.

- Bem, eu fico por aqui. – falei, mas eu não saí. Continuamos com nossa dança cega mais um pouco, mas eu já não queria participar.

Com a pausa que se seguiu, consegui me surpreender novamente. Ela dobrou o cotovelo, levantou sua mão à altura de seu ombro, fechou o punho – e o lançou, solto, no meu ombro.

Não tive dúvidas: fiz o mesmo. Dobrei o cotovelo, levantei minha mão à altura de meu ombro, fechei o punho e o lancei, solto, em seu ombro.

Ela foi um pouco mais para trás que eu, movida pelo susto e não por minha força.

Nos despedimos, estampado em nossos rostos incompreensão (eu) e surpresa (ela).

Preciso aprender esta dança.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A nod is as good as a wink to a blind horse

Com uma guria, esperando o filme começar:

- Vou colocar mais sal na pipoca, tudo bem?

- Ah, pode ser. É que...

- O quê? Você não gosta de sal?

- Não... Hipertensão, sabe?

- Sei. Daí tem que fazer sexo.

- Se você insiste...

Sempre peço minha pipoca com sal extra.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

leave this academic factory


Na minha visão bastante pessoal de valores, acredito na importância de ritos de passagem. E acredito que shows de rock contam como forma de um. Para marcar o fim de dois ciclos recentes em minha vida, fui a dois deles.

Primeiramente, no final de março, embarquei para São Paulo para conferir Franz Ferdinand ao vivo. Quatro dias antes da viagem, deixei meu estágio após mais de um ano de trabalho. Foi meu primeiro emprego.

Eu aprendi muito por lá, mas, verdade seja dita, poderia ter deixado o local antes – já tinha visto de tudo antes de um ano, mas eu adorava meu trabalho. Mesmo. Ao contrário de minhas expectativas, meus colegas eram solícitos e bem-humorados, meus chefes acessíveis e bons de papo, a infra-estrutura era ótima, tinha acesso privilegiado a informações interessantes e a um conteúdo pouco ou nada visto na faculdade e, acima de tudo, era um trabalho recompensador: sempre saía – e muitas vezes após o horário do fim do turno – com a forte impressão que tinha feito uma diferença naquele dia.

Como a maior parte de minhas decisões, ela se cristalizou da noite para o dia e, apesar de tudo, tive a certeza que já era momento de deixar o estágio. Sim, fiquei um pouco triste, afinal era algo que eu gostava e fiz vários amigos lá, mas não me arrependi em momento algum. Sempre soube, quanto a qualquer coisa, que se acabou, acabou. E se é assim, é preciso seguir adiante. Foi o que eu fiz quando percebi que era o momento.

Por uma incrível coincidência, o show do Franz caía na semana seguinte, o que se tornou a ocasião perfeita para lavar a alma e marcar o fim de um ciclo, por assim dizer.

Desde a primeira vez em que os ouvi, Franz Ferdinand se tornou uma de minhas bandas favoritas. Sempre quis ver uma apresentação deles e nas últimas ocasiões em que estiveram no Brasil fui impedido por vários fatores de ir. Esta não perderia por nada.

Eis que me juntei a quatro amigos e partimos no mesmo dia que o show para São Paulo, de avião.

Cabe um comentário aqui: é incrível pegar um avião sem qualquer tipo de mala. Sem nada, só documentos, grana, celular e ingresso nos bolsos. Liberdade, ainda que tardia.

Claro que nem tudo sai como planejado – para meu completo espanto. Apesar de nossa (ok, minha) organização prévia, não controlamos o tempo ou o tráfico aéreo, o que resultou em um atraso colossal. Ao invés de chegarmos a SP às 16 horas, desembarcamos às 19 horas, sendo que a abertura da casa era às 20 horas.

Honestamente, eu nunca vejo ou faço qualquer questão de conferir um show no gargarejo, colado no palco. Mas o do Franz eu fazia. Assim, chegamos correndo na cidade, pagamos dois táxis e chegamos em pouco tempo no Via Funchal – que, logicamente, estava com uma fila imensa. Contudo, com um pouco de paciência e elasticidade de valores morais, conseguimos ser um dos primeiros a entrarem.

Cabe aqui outro comentário: como paulista é um povo pau-no-cu. Conheço vários, mas as pessoas que estavam ao nosso lado são de uma categoria à parte mesmo. Um grupo, por exemplo, insistiu em permanecer sentado até o início do show de abertura. Ou seja, vinte pessoas, equipadas com óculos Wayfarer, xadrez, calças coladas e gritinhos, que se recusavam a levantar e abrir espaço para a enorme quantidade de gente que não parava de chegar ou empurrar. Bacana.

Anacrônica, banda daqui da cidade, abriu a noite e fez bom show, mesmo enfrentando o pouco caso e a frieza paulistana.

Pontualmente, às 22 horas, Alex Kapranos e seus comparsas entraram no palco e, cara, que show.

É verdade, entraram com o jogo ganho, mas nem por isso deixaram de se esforçar. E tome-lhe sucessão de hits. São poucas bandas do século XXI com tantas músicas conhecidas que podem fazer uma apresentação sem dar tempo ao público de respirar.

No meu caso, isto foi bem literal. Sem espaço para lufadas muito profundas de ar ou para colocar os braços para baixo, passei pelo maior aperto de minha vida. Pra começar, não há espaço pessoal ou pudor em tocar, na realidade colar, no próximo – e isto me inclui. Passei o show inteiro com os braços ao alto (pois não havia espaço para abaixá-los) e quando preciso (pois isto é incrivelmente cansativo) os descansava nos ombros ao lado – que odiavam, vez que era um peso a mais em um lugar já sujeito a muita pressão.

Durante a apresentação, perdi a conta do número de pessoas que desistiram de estar ali e foram retiradas pelos seguranças. Mais de trinta, fácil, a grande maioria mulheres. Realmente, gargarejo não é lugar de menina.

E o calor, meu Deus. Nunca suei tanto em minha vida. Glândulas nunca utilizadas antes me deixaram mais encharcado que alguns banhos de chuva que já tomei e transformaram o abraço que dei nos meus amigos (que desistiram cedo de ficar na frente) ao final do show em uma das maiores provas de amizade que já presenciei.

Com um tremendo set list, que incluía músicas que adoro e jurava que não iriam tocar (como All my friends, Tell her tonight e Michael), abriram com a ótima Bite hard, já gastaram Take me out no comecinho, como se nem fosse grande coisa, e fizeram uma versão demolidora de This fire (minha favorita e, com imparcialidade, a melhor da noite).

Saí completamente feliz e realizado do show, encharcado e nunca me sentindo tão exausto, em um torpor de alegria e cansaço quase débil.

Franz encerrado, partimos para um McDonald’s 24 horas e tentamos nos recuperar lá, sem muito sucesso. Terrivelmente cansados, não tínhamos para onde ir. Não fizemos reservas – nem tínhamos verba – para hotéis, nem tínhamos amigos para fornecer casa, sofá ou cama – embarcar para qualquer bar ou balada estava fora de cogitação, apesar de eu ter feito a proposta, que foi afastada pelos meus companheiros tão demolidos pela noite quanto eu. Assim, nosso único compromisso era o vôo de retorno, em algumas horas (em oito horas, para ser exato).

Resultado que decidimos ir mesmo para o aeroporto. Detalhe desconhecido: Congonhas fecha de madrugada. O saguão fica aberto ao público (e só), mas fica tudo deserto e com o ar-condicionado desligado (desumano para dizer o mínimo). Beleza, nada que algumas cadeiras juntas da praça de alimentação não resolvam, o que não significa que dormi bem ou que descansei qualquer coisa.

Lições aprendidas com o show: gargarejo não vale o esforço. Nunca mais. Fiquei incrivelmente feliz por ter feito isso no Franz, entretanto – terminei, já algumas músicas antes do bis, exatamente na frente do vocalista, com uma garota de 1,5 metro entre a grade e eu. Obviamente, esta garota não virou minha amiga.

Outra lição importantíssima: não há dinheiro no mundo que pague um chuveiro e uma cama após o show. Daria um braço para ter um porto que não fosse o banheiro de uma rede de fast food ou quatro cadeiras de metal unidas. Sinceramente, se de avião já é dose, não quero nem imaginar fazer bate-e-volta de ônibus em excursões. Sério, qualquer hotel é barato – especialmente ao levar em consideração que peguei uma gripe fortíssima por freqüentar o aeroporto ainda bem molhado, sem troca de roupa, e com as defesas baixas após o desgaste de energia no Via Funchal. Por fim, ainda houve outros aprendizados como “não, eu não controlo aeroportos”, “Congonhas fecha durante a madrugada” e “certifique-se de levar amigos”.

Em suma, impossível evento melhor para marcar meu recente desemprego.

Um dos motivos para deixar meu trabalho foi também a proximidade da data de entrega de minha monografia. Como já mencionei aqui, foi um processo sofrido. Logo, nada mais adequado que ir a outro show. Como rito, que seja.

Na semana seguinte a entrega final, Placebo esteve na cidade e consegui decidi ir de última hora. Conhecia algumas músicas deles e gostava destas, mas nunca foi uma banda pela qual dei grande atenção. Nunca havia comprado um cd deles, por exemplo.

Hoje, porém, posso afirmar que o Placebo passou pelo teste e compraria um disco deles sem problemas. Contrariando minhas previsões – e imagino também da pequena platéia presente – a banda realizou um show forte, redondo e, na falta de palavra melhor para o caso, muito “macho”.

Mesmo sempre tendo flertado com a androgenia e o glam, fizeram uma apresentação sóbria, com uma pose de distanciamento “cool” – devidamente quebrada pelo calor do público, formado principalmente por fãs que sabiam cantar quase todas as músicas – para meu constrangimento.

Tendo por apoio um telão de LED com imagens psicodélicas ao fundo, a banda fez um show que passou rápido, já abrindo com For what it’s worth (simplesmente a melhor música deles dos últimos anos), com o público ainda frio.

Impressionante mesmo foi Meds. A platéia foi a um delírio tal que despiu a banda da pose, fazendo-os inclusive parar a canção no final para escutar os gritos e – pasme – sorrir várias vezes para o público. Só o começo de uma seqüência pré-bis demolidora (Meds, Song to say goodbye, Special k, The bitter end).

Ainda assim, para mim o melhor da noite foi Song to say goodbye. Se você enxerga shows como uma experiência possivelmente transgressora, esta música cumpriu o requisito. Algo só explicado pelo momento mesmo: a canção anterior foi excelente, os músicos estavam animadíssimos, platéia em chamas, guitarras altas, coração acelerado, adeus consciente à monografia.

Engraçado como saí do show como o oposto ao do Franz. Um dos raros em que deixei o lugar me sentindo mais forte e disposto de que quando entrei, como se tomado por uma força que eu já tinha mas que é difícil de ser acessada sozinha. Tão bom quanto sair exausto é sair renovado.

É pra isso que um show serve.

domingo, 18 de abril de 2010

Monoteísmo


Terminei minha monografia há poucos dias. Pessoa organizada que sou, deixei acumular muitas coisas para o último minuto, mas salvei os e-mails que enviei para alguns amigos a respeito. A seguir, sem reviões ou coisa parecida, a via crúcis:

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Quarta-feira, 31 de março de 2010 8:29:00

Olá caras,

daqui a 4 minutos (oficialmente) eu tenho uma prova. Por causa dela e da mono, fiquei acordado até as 3:00, mas isso não rendeu em muita coisa. Talvez pq desde sexta-feira eu esteja morrendo de gripe (será que os fatos de ter transformado quilos meus em água no show do franz e ter dormido no saguão do aeroporto têm relação com isso?). Ou seja, passei todo o fim-de-semana de cama, sem conseguir pensar ou ler qualquer coisa (nem Veja entrava na minha cabeça). Estou um pouco melhor, obrigado, o que não significa que houve algum tipo de represa para o rio que virou meu nariz ou alívio na garganta. Vale lembrar que minha entrega da mono é no dia 8 de abril, deve ter cerca de 50 páginas. Hoje é 31 de março e eu tenho cerca de 27 prontas.

Pergunte-me se estou calmo.

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Quarta-feira, 7 de abril de 2010 23:06:39

Ok,

50 páginas para fichar para amanhã valendo nota + prova amnhã, reflexiva, de hermenêutica + prova amanhã, com sérias intenções maliciosas do professor, de processo administrativo sancionador + prova de processo do trabalho sexta + escrever ainda 20 páginas da mono até sábado.

Arrependimento? Apenas não ter dado uma vela de 7º dia para cada um de vcs na sexta passada. Seria útil agora.

Resignação é o pior sentimento do mundo.

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Sexta-feira, 9 de abril de 2010 18:31:43

PEÇAM A NOVENA!!!

Plantão mono: na biblioteca da fac, lendo 14 livros ao mesmo tempo (juro!). Faltam 19 páginas.

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Sábado, 10 de abril de 2010 5:43:51

OK, são 5:39.

Eu já passei (só aqui em casa, após pelo menos mais uns 7 que eu não trouxe da faculdade) por 8 livros (4 deles muuito encardidos). Faltam, substancialmente, 3. Grandes.

Estou com 30 páginas, quase na 31ª.

Pretendo entregar com 42.

E então "montar" a mono (aquela coisa de índice, numerar páginas - o que odeio), chegar na facul, imprimir e protocolar. ANTES DO MEIO-DIA.

Respire fundo.

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Segunda-feira, 12 de abril de 2010 23:27:37

Plantão mono: O DRAMA NÃO TEM FIM!!! como dizia al pacino, quando eu penso que estou fora, they pull me back in. Sério. Muito cu na mão. Disseram que não pode alterar texto na versão final (pra quê versão final então caralhoo??!!) - o que, olha, não é bom. Pra completar, meu orientador DESAPARECEU. Tudo bem, é só o único momento em que eu preciso dele. Ainda, por ter de entregar em brochura, que leva três dias úteis para ficar pronta, preciso entregar para imprimirem AMANHÃ.

E eu tenho PROVA amanhã, com o pior tipo de professor: um velho que julga que minha geração está perdida e, especialmente, que minha sala não só não o respeita como não valoriza o "privilégio" (palavras dele) que é ter suas aulas.

Pra completar, estou um caco. Não tenho uma noite decente há dias, meu pulmão parece que vai sair e estou com o poder de concentração e raciocínio de um peixe dourado.

Não, não estou calmo.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010 10:53:33

It ain't over 'till it's over, diria Sly.

Durmi somente 40' esta noite para fazer ajustes finais e agora estou na bilioteca (na verdade, desde às 7:50) revisando tudo e passando 30 páginas de decisões judiciais para a mono. Detalhe, estas páginas estão em pdf e precisam ir para o word, assim TODOS, mas TODOS os parágrafos e linhas estão desregulados, precisando estes serem corrigidos manualmente. Cada um.

No pain, diria Sly.

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Sexta-feira, 16 de abril de 2010 0:31:03

Continuando a sequência de boas referências: como diria Al Pacino, take a good look at my friend [metralhadora]!!! Ok, não era esta frase que eu pensei (ainda que cabível). Era: U-haa!

Sim!! Mandei imprimir e fazer a brochura ontem, poucas horas após a última mensagem. Amanhã buscarei o rebento. Depois é só colocar na roda na porta do orfanato e eles que se virem!

Estou calmo.

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Sexta-feira, 16 de abril de 2010 17:36:12

It's alive, IT'S ALIVEE!!!

É isso aí pessoal, a criatura vive.

Peguei as brochuras hoje e protocolarei em alguns minutos. Tal qual a obsessão de Frankenstein, trata-se de pedaços de vários autores mortos (alguns vivos) costurados até formarem um corpo novo, dotado de algum pensamento próprio. A criatura já anda, nas próximas semanas deve aprender a correr e a falar - o mais importante.

Espero que não a recebam com tochas...


segunda-feira, 5 de abril de 2010

A irredutível marcha do progresso

Comprei um par de óculos escuros de lentes circulares. As reações:

Minha mãe:

- Ahh, iguais aos do John Lennon!

Meu colega de faculdade:

- Ei, como Quase famosos!

Minha prima de dez anos:

- Uau, tipo os da Lady Gaga!

Toma essa, Comte.