Então. Ando meio desaparecido - ou desaparecendo - mesmo. Não sei como, mas meu temperamento tem me surpreendido: ou não quero fazer nada ao final do dia, esgotado, ou quero botar a cidade abaixo - e não faço nada.
A surpresa fica pelo fato de eu ser a pessoa mais constante que eu conheço. Até agora.
Preciso aprender a lidar com isso.
Mas, de volta, várias coisas aconteceram nos últimos fins de semana, inclusive novos tais "experimentos antropológicos", os quais renderam alguns textos - que não serão publicados até próxima notícia. Não gostei deles (se bem que não gosto de nenhum, na verdade) e achei melhor me poupar de dar a língua nos dentes (o que não faz sentido, pois é pra isso que criei este canto).
E estou aqui, esperando o professor liberar a última nota de um semestre e repassando mentalmente os últimos eventos.
Um dos melhores foi, sem dúvida, o show do Jens Lekman na Invasão Sueca, na última quarta (17). A última já tinha sido ótima (Shout out louds, bem divertida em doses médias, e Club 8, que vale muito a pena procurar), mas esta foi especial (e uma de dois pode tornar-se especial?). Estou escutando uma música dele agora, de onde saiu o título do post. A música de Jens é diferente, descompromissada porém bem pensada e romântica - pois é, romântica. Fui com uma amiga minha, nova.
Amiga mesmo, pois sempre soube separar esas coisas. Eu escrevi sobre ela faz um tempo e não publiquei. Antes de mais nada, não aconteceu nada. Mas foi bem legal. Mas depois do show a gento só se viu hoje, segunda. Mas não é que eu fiquei com saudade?
Logo eu? Sentindo falta de uma pessoa? E uma saudade diferente da Saudade que sinto de amigos. É algo mais silencioso, mais fraco e mais constante. E eu nem quero nada, sabe? Vai dar merda. Escrevo aqui.
E ainda tem uma guria no trabalho que eu tenho olhado com atenção. Porém, é trabalho. Vai dar merda. Escrevo aqui.
Ou, me conhecendo, não vai acontecer absolutamente nada. Com nenhhuma delas. Evite merdas, salve vidas.
Mas eu comecei dizendo que eu não me conheço direito mais...
(E o nome de nenhuma delas é Nina)